mapa de investigação

PROJEcTO 1C

Fátima Lourenço

início

STEP1

Note @ o que é um autor

metodologias

referências

FOUCAULT, Michel; O que é um autor?. Nova Vega, 2006.

DELEUZE, Gilles e GUATTARI, Félix: O que é a Filosofia?. Lisboa: Presença, 1992.

ECO, Umberto: Como se faz uma tese em ciências humanas. Lisboa: Presença, 2008.

ÍTALO, Calvino; Palomar. Lisboa: Teorema, 2009.

MARTI ARIS, Carlos; La Cimbra y el Arco. FUND. CAJA DE ARQUITECTOSE, 2008.

LATOUR, Bruno; Why Has Critique Run out of Steam? From Matters of Fact to Matters of Concern. 2004.

metodologias

”Primera lección de urbanismo”

Bernando Secchi

Considerado a base e o suporte da humanidade, no sentido de território e caracterizado como solo urbano ou espaço natural, o chão é a proposição do pensamento para o desenho do espaço, sendo ele um plano, um programa ou uma ação, onde se define o que é privado e o que é público, desenha-se cidade e assim projeta-se o chão. Importa que o chão seja cada vez mais um plano de reflexão. Para Bernardo Secchi (1934-2014)1 desenhar ou planear uma cidade, mereceu uma extrema reflexão acerca da oposição entre o plano e o projeto, uma constante temática que surgiu em variadas publicações após a década de 80, quando o urbanista passou da teoria à prática, utilizando a cidade como o seu grande laboratório. As grandes questões sobre o Projeto do Chão, como refere Nuno Portas acerca dos planos de Secchi, seguem três linhas de conceito, ou as chamadas “três ideias guias” um termo inspirado no trabalho do próprio Secchi, cujo significado é o de identificar conceitos que podem ser um instrumento para estudar e planear ações concretas. 
O chão, ou o projeto do chão, foi sendo alvo de experimentação e execução, muitas delas pelas teorias manifestamente modernistas, outras mediante as premissas emergentes sociais e económicas. Mas a reflexão do desenho do chão permanece, acrescido de outras abordagens que no panorama global nos conduzem às questões, cada vez mais sólidas, tais como a mobilidade e a acessibilidade, a necessária preocupação com a questão ambiental, e principalmente na equidade social tanto na temática da habitação como no desenho do espaço público em todas as escalas do projeto, na cidade consolidada, na cidade dispersa e nos aglomerados que também criam espaço urbano. 
referências

SECCHI, Bernardo; Première leçon d’urbanisme. Parentheses, 2006.

PORTAS, Nuno; Arquitectura(s) – Teoria e Desenho, Investigação e Projecto. FAUP, 2005.

SOLÀ-MORALES, Ignasi de, SASSEN, Saskia, pról., Territorios. Barcelona, GG, 2002.

SOLÀ-MORALES, Manuel de; De cosas Urbanas. Barcelona, GG, 2008.

BERMAN, Marshall; All that is solid melts into air. Penguin Books, 1988.

BRENNER, Neil e SCHMID, Christian; Towards a new epistemology of the urban. Jovis Verlag, 2015.

vivências

POLÍTICAS

La nuova questione urbana: Ambiente,Mobilità, e Disuaglianze Sociali
Bernardo Secchi http://www.iuav.it/Ateneo1/docenti/architettu/docenti-st/Esther-Gia/materiali-/BS-CITY-OF/crios_secchi.pdf

Regional urbanization and third wave cities

Edward W. Soja http://globalvisions2011.ifou.org/Index/Keynotes%20Speakers/Regional%20Urbanization%20and%20the%20End%20of%20the%20Metropolis%20Era.pdf

Urban Informality – Toward an Epistemology of Planning
Ananya Roy https://www.wiego.org/sites/default/files/migrated/publications/files/Urban-Informality-Roy.pdf

Prédios de um lado e casas com telhaod de lona azul para proteger das chuvas, em Mumbai, Índia

créditos@JOHNNY MILLER/MILLEFOTO – Mumbai, Índia

Contraste na vizinhança de Santa Fe, Cidade do México, México
Cidade do México 2021 – créditos@ Álvaro Domingues

metodologias

referências

LEFÈBVRE, Henri; O Direito à cidadeEdição Portuguesa, Centauro (2009) Versão original Le droit à la ville, Paris: Antropos, 1968.

LEFÈBVRE, Henri; Le droit a la ville suivi de espace et politique. Editions du Seuil et Anthropos, Points, Civilisation, 1974.

SECCHI, Bernardo: La città dei ricchi e la città dei poveri. Laterza, 2013.

LEFÈBVRE, Henri; Critique de la vie quotidienne. Grasset, 1947.

HARVEY, DavidÍ; Spaces of capital: towards a critical geography. Routledge, 2001.

Nuno Portas, Álvaro Domingues e João Cabral; Políticas Urbanas. Tendências, estratégias e oportunidades, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2003.

DOMINGUES, Álvaro; Cidade e democracia: 30 anos de transformação urbana em Portugal. Lisboa: Argumentum, 2006.

registos

ESSÊNCIA

The Culture of Description

Manuel de Solà-Morales https://lub.upc.edu/web/Arxiu/Recerques/perpecta25/The_Culture_of_Description.pdf

Paul Klee – Intenção, 1938

metodologias

créditos de imagens:

RIVAS NAVARRA, Juan Luís; La travesia más transparente – la visión de Córdoba, Málaga y Granada desde su calle ciudad. Universidade de Granada, 2009.

referências

CORBOZ, André; El territorio como palimpsesto. Lo urbano en 20 autores contemporáneos (Ángel Martin Ramos ed.). Barcelona: Edicions UPC, 2004.

CACHE, Bernard; Earth MovesThe Furnishing of Territories. Editions du Seuil et Anthropos, Michael Speaks, 1995.

BOUDON, Philippe: Les Échelles de la ville. 1999.

RIVAS NAVARRA, Juan Luís; La travesia más transparente – la visión de Córdoba, Málaga y Granada desde su calle ciudad. Universidade de Granada, 2009.

olhares

REFLEXO

Contra la incontinencia urbana. Reconsideración
moral de la arquitectura y la ciudad

Oriol Bohigas
Electa, Barcelona, 2004.


créditos@ Cidade e democracia: 30 anos de transformação urbana em Portugal, pag. 214

metodologias

referências

LYNCH, Kevin; A Imagem da Cidade. Lisboa, Edições 70, (reimpressão) 2020. Do original The Image of the City, 1960.

PORTAS, Nuno; Cidades e Frentes de Água / Cities And Waterfronts. FAUP, 1998.

GERMÁN, Adelle; Nuevos paisajes in Astragalo, nº8, 1998.

RYKWERT, Joseph; A Sedução do Espaço. Martins Fontes, 2004.

INNERARITY, Daniel; DavidÍ; El Nuevo Spacio Público.. Espasa, 2006.

SOLÀ-MOLARES, Manuel de; Las formas de crescimento urbano. Universitat Politècnica de Catalunya, 1997.

Rethinking Urban Form: Switzerland as a “Horizontal Metropolis
Paola Viganò, Christian Arnsperger
, Martina Barcelloni Corte, Elena Cogato-Lanza
and Chiara Cavalier

proposta

Coimbra À Margem

Uma proposta baseada em ideias essenciais, percepção de formas, leituras e conceitos que compõem o desenho urbano e arquitetónico nos últimos 40 anos em Coimbra. A construção da Barragem da Agueira e da Ponte Açude (ambos inaugurados em 1981) criaram, através da contenção da águas do Mondego, um potencial urbano até hoje pouco desenvolvido. Este Rio esteve durante décadas à margem da cidade. Uma fronteira invisível criava a barreira para o lado de lá, e só importava o centro da cidade. Foi o programa Polis que criou esta relação. Coimbra reconheceu o Mondego e seu valor de estrutura urbana e de desenvolvimento social. Contudo, Coimbra continua a não saber contar bem a sua história, não cria relações, não se conecta com os seus valores mais contemporâneos, não cria por isso uma identidade. O Rio Mondego, com a sua ação estilística na cidade, deve assumir uma maior centralidade funcional para dar resposta a questões como:

Como pode o Mondego criar uma nova identidade para Coimbra?

Que valores essenciais o espaço público programado introduz na cidade do futuro?

Como pode a água ser a solução para uma nova urbanidade ecológica?

Que programas e acessibilidades promove esta estrutura urbana?

Serão promovidos ensaios, artigos e propostas num espaço físico entre a margem norte identificada localmente pelo código 3030, e na margem sul pelo código 3040.


Coimbra À Margem

3030.3040

Uma visita aérea

Vídeo criado por: http://www.videoaudiopro.pt

novasreferências

Anuradha Mathur and Dilip da Cunha WORK

Plano Urbanístico frente Ribeirinha margem direita, entre Estação Nova e o Açude-Ponte

por Fátima Lourenço

QUAL A ESTRATEGIA?

intervenção pública

Plano Urbanístico frente Ribeirinha margem direita, entre Estação Nova e o Açude-Ponte

por Fátima Lourenço

QUAL A ESTRATEGIA?

O Espaço urbano têm de ser sempre pensado como um todo, qualquer intervenção no território, deverá ser enquadrada num plano de intenções. Para isso, importa perceber quais os desafios que Coimbra tem proposto a alcançar, se pretende ocupar o lugar de destaque que todos desejamos recuperar. Desenvolver o concelho numa projeção de futuro de qualidade, humanismo, progresso, tecnologia, criatividade, cultura, solidariedade e prosperidade sustentável, e ainda uma cidade amiga e respeitadora das pessoas, do ambiente e dos animais. Desta leitura – objetivos para Coimbra do novo executivo, retiro duas palavras MUITO importantes – humanismo e solidariedade – considero que estas deverão ser a base para a concretização da restante lista de intensões.

Para atingir os objetivos propostos, Coimbra deverá então, ser uma cidade inclusiva e agregadora. No momento em que Coimbra se candidata a cidade da cultura, ela já é reconhecida como a cidade do conhecimento, mas de que vale o saber, se não consegue criar uma Coimbra atrativa?

Reconheço a urgência para esta proposta de intervenção no território, mas resolver a retalho, não é solução para uma estratégia de desenho urbano, que se pretende unificador e de continuidade formal, sendo para isso necessário um planeamento pensado, estruturado e discutido.

Pensar Coimbra é pensar no espaço e no tempo, é analisar a estratégia de desenvolvimento, é questionar a centralidade urbana, é resolver as questões de mobilidade, de acessibilidade, da desigualdade cultural, da segregação social.

É promover com equidade o espaço urbanos, de modo que o seu enquadramento, leituras e formas, promovam um espaço público digno, coletivo e de integração. Termos como barreiras, muros, valetas, grades, portões ou fronteiras, não podem existir no desenho do espaço público. Esse espaço, que é comum, é de livre acesso e não possui restrições ou condicionantes de utilização.

Para isso, pensar o espaço urbano, merece uma reflexão nos vários campos de intervenção, pela grande complexidade e responsabilidade a ele associado. Todos os atores da sociedade deverão ser mobilizados. Chamar o cidadão para exercer o direita à participação na vida social e governativa, é assegurar a ação pública e a cidadania, mas acima de tudo associar os valores de consciência social e política no sentido de uma ampla colaboração. Dessa forma (talvez numa visão utópica), gostaria que a política desenhasse um futuro mais democrático para Coimbra, através de DINÂMICAS DE AGREGAÇÃO de pessoas, de margens, de ideias, de intenções, de vivências, de partilha, de ações e usos no espaço público.

Considero que a proposta apresentada, apesar de não reconhecer nela, as ligações de continuidade formal ao choupal, nem ao Parque Verde, e muito menos com a margem esquerda, onde a rigidez no desenho da ponte pela continuidade da rua dos Oleiros, pousa em qualquer lado na margem esquerda, ou seja, e desprezado lado de lá, mas ainda assim, é com satisfação que vejo acontecer a ligação da cidade ao rio naquela zona, que durante um período histórico de desenvolvimento industrial foi substituído pela ligação ferroviária do então revolucionário meio de transporte. Mas os tempos mudam. A industria saiu dos centros e esses reclamam outras ações e usos. Contudo, não posso deixar de alertar para o facto da proposta ter como base, os dados do parco e resoluto transito na cidade que nos últimos dois anos de confinamento, reduziu drasticamente o tráfego automóvel à baixa da cidade. Importa refletir sobre estes dados de mobilidade, sendo que o normal é a Av Fernão de Magalhães concentrar momentos de condicionamento não desejável – resultado do congestionamento na Casa do Sal, provocado principalmente pelo modo de aceder ao IC2, sentido poente, exatamente para o atravessamento do Açude-Ponte. (questão fácil de resolver – basta criar um livre acesso na entrada da ponte) – reduzir para uma via o percurso do IC2 sentido norte/sul, entre a saída coimbrã casa do sal e o meio do tabuleiro da respetiva ponte.

Este é o ponto frágil deste estudo prévio, no meu entender.

Gostaria então de deixar algumas propostas para o desenho do espaço público, incluindo nele áreas de atividades lúdicas, desportivas e de acesso ao leito do rio – a criação da bancada parece-me muito bem, permitindo várias ações, desde plateia para desportos náuticos ou como local panorâmico, de referencia para o melhor por do sol de Coimbra, como a Piazzale Michelangelo em Florença, onde diariamente a concentração de centenas de pessoas acontece, e a vida social surge do convívio, apenas na fruição do por-do-sol.

Desenhe-se banco, muitos banco (é comum o espaço público não ter bancos) que se plante flores – rosas, numa leitura temática da lenda da nossa padroeira, árvores de folha perene, fios de águas e outros desenhos de pequenos lagos – água como elementos fundamental no passeio da marginal – bebedouros / fontes / regas, etc. Para que seja um espaço vivido, era bom pensar na introdução de equipamentos como carregadores de baterias, mini palcos para atuação artística, pontos de venda de produtos de restauração, entre outros.

Para terminar, deixo o que considero ser a melhor ação de inclusão social – pensar para esta zona, as questões da política da habitação, produzindo uma parcela acessível de construção a custos controlados, de renda acessível ou mesmo habitação social, não retirando o enorme potencial para os investidores imobiliários, considerando a marginal frente ribeirinha, como um local de excelência localização, mas permitindo uma oferta para todos os cidadãos.

reflexões

O Lugar dos direitos e o seu valor urbano Fátima Lourenço

Tese em Perspectiva | Fátima Lourenço

A Ponte Pedro e Inês – As Relações de uma Ligação Fátima Lourenço

referências

Armour, T., Armour, S., Hargrave, J., Revell, T; Cities Alive, Arup, 2014

Farinha-Marques, P., Fernandes, C., Lameiras, J.M., Silva, S., Guilherme; Morfologia e Biodiversidade nos Espaços Verdes da Cidade do Porto, FCUP, 2014

Alexander, Cristopher ; Timeless Way of Building, Oxford University Press, 1979

Urban Flood Adaptation through Public Space
Retrofits: The Case of Lisbon (Portugal)

Maria Matos Silva * and João Pedro Costa

Urban Floods and Climate Change Adaptation: The Potential of Public Space Design When Accommodating Natural Processes
Maria Matos Silva, João Pedro Costa

referências

SICA, Paolo, Historia del Urbanismo. El Siglo XIX, vol. 2, Madrid, Instituto de Estudios de Administración Local 1981 (1977).

PANERAI, Philippe, CASTEX, Jean, DEPAULE, Jean-Charles, Formas urbanas: de la manzana al bloque. Barcelona: GG 1996.

GONÇALVES, Eliseu, A República e a questão social da habitação no rescaldo da Guerra (1918‐1933), in Habitação: Cem anos de políticas públicas em Portugal, IHRU 2018.

SOLA-MORALES, Manuel, 1997, Las Formas de Crecimiento Urbano. Barcelona: Universidad Politecnica de Cataluña, 1997.